CÁLCULO RENAL

Cálculo renal

Cálculo renal é uma doença comum que acomete a humanidade desde os seus primórdios, atingindo 12% da população mundial. Se associa à elevada morbidade e frequentes hospitalizações.

Cerca de 50% das pessoas apresentarão um segundo episódio de cólica renal em 5-10 anos, se não tratados.

Quadro clínico: Os pacientes podem apresentar os sintomas clássicos de cólica renal e hematúria (sangramento na urina) . Já Cólica renal é a manifestação de espasmo ureteral pela passagem do cálculo. Em geral, inicia de forma abrupta, nas costas e aumenta de intensidade, com necessidade de analgésicos potentes. Outros podem ser assintomáticos ou apresentam sintomas inespecíficos, como dor abdominal vaga, urgência urinária, dificuldade em urinar, dor peniana ou testicular. Os pacientes podem ocasionalmente ser diagnosticados quando um exame de imagem do abdômen é realizado para outros fins ou quando a imagem de vigilância é feita naqueles com antecedentes de cálculos.

Oitenta por cento dos pacientes com nefrolitíase formam pedras de cálcio, os outros tipos principais incluem ácido úrico, estruvita (fosfato de magnésio e amônio) e pedras de cistina. O mesmo paciente pode ter uma pedra que contém mais de um tipo de elemento .

Fatores de risco: ● histórico de cálculo renal prévio  ● familiares com cálculos renais  ● procedimentos de bypass gástrico, como cirurgia bariátrica, síndrome do intestino curto ● Infecções frequentes do trato urinário  ● uso de medicamentos como indinavir , aciclovir, sulfadiazina e triamtereno ● diabéticos ● obesidade ● gota ● hipertensão arterial ● exercício físico intenso (corrida de maratona) ● baixa ingestão de líquidos ● acidose tubular renal ● Alta ingesta de açúcar ● hiperparatireoidismo ● doença inflamatória intestinal ● uso excessivo de vitamina C ● urina ácida

Prevenção

A terapia tem como objetivos modificação da dieta e estilo de vida, quanto a administração de medicamentos apropriados.

Uma variedade de modificações dietéticas e terapias medicamentosas podem reduzir a probabilidade de recorrência de pedras, mas as recomendações específicas são baseadas nos resultados de exames de coleta de urina de 24 horas..

Modificação diária – Do ponto de vista da dieta, aumentar a ingestão de fluido, cálcio, potássio e fitato é  benéfico. Além disso, diminuir a ingestão de oxalato, proteína animal, sacarose, frutose, sódio, suplementação de vitamina C e cálcio suplementar (em oposição ao cálcio na dieta), reduzem o risco de recorrência dos cálculos.

  • Aumente a ingestão de líquidos. O aumento do fluxo de urina diminuirá a concentração de soluto de urina, atuando contra a formação de pedra. O tipo de fluido –  Café, chá (principalmente chá de quebra pedras) foram relacionados,  em estudos, a um menor risco de pedras. A redução do consumo de refrigerantes e outras bebidas açucaradas  pode reduzir o risco de recorrência de pedra.
  • Aumente a ingestão de frutas e vegetais, alimentos ricos em potássio, particularmente frutas cítricas (laranja, bergamota e limão) e vegetais.
  • Limite a ingestão de sódio – uma dieta com baixo teor de sódio 2g de sal também diminuir a formação de cálculos.

 

Evite!

 Embutidos em geral – presunto, mortadela, bacon, linguiça, salame, salsicha.

 Peixes processados e salgados: sardinha, atum, salmão, bacalhau, aliche e carne seca.

 Queijos em geral, exceto ricota e queijo minas fresco.

 Enlatados em conserva, como milho, ervilha, azeitonas, picles, palmito.

 Temperos e molhos prontos.

 Sopas e alimentos de pacote.

 

  • Reduza a ingestão de proteína animal , a qual é muito mais propensa a induzir cálculos do que a proteína vegetal, uma vez que possui um teor de enxofre maior e, portanto, gera mais ácido.
  • Evite suplemento proteicos, como Whey protein, por exemplo.

Ingira no máximo 1g/kg de proteínas diariamente

 

  • Alimentação pobre em cálcio não é benéfica e não é recomendada. Além de aumentar a formação de cálculo, uma dieta com baixo teor de cálcio pode causar osteoporose. Deve-se notar que os suplementos de cálcio não parecem ser efetivos na prevenção de pedras e pode até aumentar ligeiramente o risco.

Outros fatores – A vitamina C suplementar de alta dose parece aumentar a excreção de oxalato de urina em certos indivíduos e o risco de formação de pedra;

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